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Algumas palavras novas parecem representar resumidamente conceitos atuais oriundos do uso intenso da tecnologia e comunicação.

Estamos em plena mudança de cultura de consumo. A forma como escolhemos e consumimos produtos e serviços mudou. Em meio aos ciclos cada vez mais curtos de maturidade de consumo, um desses conceitos parece se destacar. Estamos imediatistas e muito influenciados pelo que a tecnologia e a comunicação proporcionam. Queremos consumir um produto ou serviço conforme a nossa escolha e não aceitamos as imposições de fornecedores.

Recentemente, visitando um parente em uma cidadezinha no interior de Santa Catarina, resolvi assistir um filme para descontrair. A casa só possuí TV por assinatura. A internet ali ainda não está tão disponível quanto estamos acostumados no nosso “habitat” na cidade grande. Pois bem, eis que encontro um filme do meu interesse, mas já na metade da exibição. Consultei o catálogo da programação. O filme seria reproduzido no dia seguinte em um horário ruim. A indignação foi espontânea.

Esse caso real é uma metáfora para exemplificar a nossa cultura de “Netflixação”. Está muito claro que já incorporamos essa ideia de querer consumir de acordo com a nossa escolha. Não aceitamos as imposições de um fornecedor ou prestador de serviços. Queremos na hora que queremos. E esse conceito é uma realidade para diversos setores. Os consumidores claramente mudaram no comportamento de todo ciclo de consumo: escolha, compra, entrega, consumo, pós consumo e defesa de seus direitos.

Se do ponto de vista de consumidores estamos mudados, do ponto de vista como empresários e/ou responsáveis por atualizar essa realidade para as nossas ofertas, percebemos que produzir uma entrega adequada para a cultura de consumo atual, é uma árdua administração de mudança. Sabemos exigir como consumidores, mas temos dificuldade para mudar a própria cultura pessoal e empresarial para produzir agilmente soluções. Agilmente significa mudar em toda cadeia produtiva: design, fornecedores, serviço, atendimento, sistemas, aplicativos, venda, pós-venda, marketing, etc.

Ou seja, temos um grande desafio pela frente. Mais do que desafio, temos uma grande oportunidade. Quem souber acompanhar e atender adequadamente o novo cenário ganhará mercado.

Mudamos. Mudaremos outra vez em breve e cada vez mais breves. Até a forma de planejar precisa acompanhar a “Netflixação”. Será?

Fernando Misato,
é Vice Presidente da SUCESU Paraná, empresário e articulador
para desenvolvimento de networking entre os profissionais de TIC

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